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REÚSO DE ÁGUA É CADA VEZ MAIS IMPORTANTE E NECESSÁRIO

O reúso da água vem sendo uma solução adotada por todos os projetos de engenharia com visão sustentável. Em alguns casos, inclusive, trata-se de uma obrigação. Há leis municipais que já estabelecem programas de reaproveitamento das águas nas edificações.

A água potável acessível às pessoas está cada vez mais escassa. Por isso, soluções de engenharia que visam à ecoeficiência das construções são imprescindíveis nos dias de hoje.

De toda a água existente no mundo, menos de 1% está disponível para consumo humano. Contudo, a maioria dela é utilizada pela agricultura, pecuária e atividades industriais. Do que resta, boa parte está poluída devido a resíduos industriais, esgotos e lixões.

Para agravar a situação, diversas regiões de mundo estão sofrendo com a falta de água provocada por secas e estiagens.

 

 

Crise de abastecimento no Brasil

Ainda que o Brasil possua 12% das reservas de água doce do mundo, o maior volume delas situa-se na região Norte, a menos habitada do território. Além da distribuição desigual, a má gestão de nossos recursos hídricos acarreta problemas cada vez maiores.

Ao falarmos de secas no País, sempre pensamos na região Nordeste. A falta de chuvas característica do clima semiárido, associada ao desmatamento da Zona da Mata, contribui para compor a realidade dramática enfrentada no sertão nordestino.

Leo Nunes/Divulgação

Entretanto, alterações no regime das chuvas fizeram com que a próspera e populosa região Sudeste também passasse a sofrer com o racionamento de água. Nos últimos cinco anos, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo vêm sentindo intensamente os efeitos da estiagem, agravada pelo desmatamento, poluição e falta de planejamento urbano.

Falta de água no mundo

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 850 milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a água potável. E, se nada for feito para gerenciar de forma correta os recursos hídricos disponíveis, esse número aumentará.

A África é o continente com o pior abastecimento de água do mundo. Mesmo regiões costeiras e turísticas estão sendo duramente atingidas. É o caso da África do Sul, que no início deste ano declarou estado de catástrofe natural em todo o país devido à seca.

Em 20107, grande parte do sul da Europa experimentou secas prolongadas. Portugal e Espanha foram os países que mais sofreram – em outubro, 90% do território português estava com falta de água.

Nos Estados Unidos, regiões como a Califórnia já enfrentam escassez de chuvas, e especialistas apontam para o risco de uma estiagem de até 35 anos em partes do país a partir de 2050.

A Austrália também enfrenta secas recorrentes. O período mais grave, de 1997 a 2009, foi batizado de Millennium Drought (Seca do Milênio).

Na Índia, 54% da nação enfrenta problemas extremos com água.

Na China, a poluição e a demanda geradas pela industrialização e urbanização estão devastando os recursos hídricos. Em 2012, mais de 40% dos rios estavam gravemente poluídos e cerca de 300 milhões de pessoas não tinham acesso à água potável. Em 2016, as autoridades admitiram que 80% das águas subterrâneas da China estão poluídas.

Como reverter o problema?

Diante de um quadro tão dramático, a sociedade está sendo obrigada a adotar medidas para gerenciar de forma eficiente os recursos hídricos. Após tanto tempo dissipando e desperdiçando essa riqueza natural, os especialistas são taxativos: é hora de racionalizar o uso e diminuir a demanda.

A Construção Civil tem papel fundamental nesse sentido. Cabe a ela promover medidas para redução do desperdício e utilização de fontes alternativas de água nas edificações. Essas iniciativas podem proporcionar uma economia de água da ordem de 40%.

Em uma unidade habitacional unifamiliar, o consumo de água ocorre na seguinte proporção:

  • Chuveiro – 55%

  • Pia – 18%

  • Lavadora de roupas – 11%

  • Lavatório – 8%

  • Bacia Sanitária – 5%

  • Tanque – 3%

(Fonte: ROCHA et al. 1999)

 

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